E aí, turminha.
Gostaria de ter escrito mais cedo, mas me foi impossível.
Hoje aconteceram fatos novos. Descobri que se Michelly enjoa, eu acabo enjoando junto. Verdade!
Ontem à noite resolvi ter a primeira conversa de pai para filho. Foi um monólogo e assim o será por algum tempo, mas não vejo a hora de isso se tornar um diálogo. Falei sobre a importância da religiosidade e cantei uma musiquinha pra meu filhote (meu instinto paterno diz que o bebê será um menino mas, como esse sentimento é novo, posso estar fazendo a leitura errada. E mesmo que não seja menino, fiquem tranquilos, pois já amo esse bebê e andaremos de patins como planejado.) Passamos uns 10 minutos nesse... monólogo. Após esse tempo de qualidade, levei uma bronca de Michelly. Ela disse que eu deveria falar apenas um minuto, porque nosso filho ainda não entende tudo, etc. Eu disse que concordava em conversar apenas um minuto com ele, mas só depois que ele nascesse. E, nesse momento, senti a maior vontade de ver o rostinho do meu filho. Sabe uma ansiedade que começa a crescer dentro de você? É algo tão especial, tão inacreditável... meu filho. Meu primogênito. Fico imaginando como será seu rosto, se ele será brincalhão como o pai ou centrado como a mãe.
Ainda não fiz muitos planos. Estou preocupado com o quarto, os móveis, uma espécie de estante onde os brinquedos e fotos possam ficar. Não quero que ele pense que eu não pensei na melhor acomodação para ele. Tenho dormido tarde pensando em como vai ser ótimo ter essa criaturinha linda, fofa e gostosa nos braços.
Penso também em como será nossa relação. Todo filho ama seus pais. Mas alguma coisa vai mudando quando eles crescem e a relação passa, também, por mudanças. Sou a favor de mudanças e sei que a relação pai/filho tem seus upgrades. Mas que não venha cheia de bugs. E sei que depende de mim em grande parte e, por isso, fico apreensivo de, por qualquer besteira, prejudicar a relação com meu filho e não ser mais considerado um grande amigo, um exemplo, mas apenas um pai.
Hoje desejo ser o pai que ouve o filho, que conversa, dá conselhos quando necessário, mas sem interferir na sua individualidade. Sei que posso tropeçar e usar todo o meu poder de pai pra forçá-lo a fazer o que eu quero ao invés da vontade dele. Acho que o desejo de proteger leva muitos pais a cometer essa tolice e, sinceramente, espero não cometê-la. Mas já dizia meu pai: "é uma escola onde ninguém tira 10". Bem, veremos.
São só pensamentos...
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