Oi, gente boa.
Tudo bem com vocês? Comigo está tudo bem, apesar do susto que tomamos eu e Michelly. Quinta-feira, após o almoço, Michelly percebeu um leve sangramento que, no final da tarde já era muito maior. Fomos ao hospital, na emergência de gestantes. Ao chegarmos lá, soubemos que o sangramento era devido a um descolamento na placenta. É bom, doutor? Não! Tem seus riscos. Ultrasom agora!
Fomos fazer a ultrasom. Quando o médico começou a mecher a maquininha, fiquei tenso como nunca havia ficado na vida. Nunca pensei que uma coisinha tão pequenina poderia ser tão frágil assim. Graças a Deus vi aquele amendoinzinho mechendo. Nunca o vi, mas percebi que ele também estava tenso, sem saber exatamente o que acontecia. A tensão foi confirmada (essa foi minha leitura), pois os batimentos cardíacos dele estavam em 168 rpm, quando o normal é até 150 rpm. Michelly, aflita, queria saber se estava tudo bem com nosso bebê. Voltamos ao médico e ele disse que o descolamento era de 4 centímetros e era grave, pois o bebê tem pouco mais do que o tamanho do deslocamento. Ela ganhou 7 dias de repouso absoluto. Ainda hoje estamos extremamente preocupados, mesmo sem ter havido novos sangramentos nem dores. Faremos outra ultrasom nos próximos dias.
O repouso está, de fato, sendo absoluto. Ela passou estes dias, praticamente, de cama.
Nos momentos em que eu não sabia o que acontecia com o bebê, eu senti um medo extremo de perdê-lo. Era algo tão intenso que eu não sei bem explicar. Imagine o desespero de perder algo com que você realmente se preocupa e está disposto a dedicar a sua vida. Eu estaria disposto a dar a minha vida pra que aquela coisinha pequeneninha tivesse uma chance.
Neste instante eu pensei em Deus. Em como deve ter sido tão mais doloroso para Ele ver que, por vontade própria, o ser humano decidiu se afastar dEle pra sempre. Eu percebi que, como pai, Ele fez o que era necessário pra vencer a distância e trazer o homem de volta pra perto dEle.
Mando mais notícias!
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